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Póstumo: Uma Reflexão Sobre a Depressão e a Conexão Humana

Jose Roberto Ortega

Abertura Intrigante

Em Póstumo, somos apresentados a Dolores, uma mulher na casa dos trinta anos que acorda completamente despida em um apartamento que não consegue recordar como chegou. Sozinha e confusa, ela começa a procurar suas roupas ou algo que a cubra, tentando entender o que acontece ao seu redor. A chegada do homem que vive ali provoca um choque de realidades, já que ele também fica surpreso ao vê-la. O que aconteceu? Como ela foi parar ali? Quem são eles, afinal? Apesar de suas tentativas, Dolores não consegue deixar o local, e essa situação os forçará a se (re)conhecerem, enquanto a trama se desvela, revelando suas histórias e a conexão entre eles.

Lucía Carreras, a diretora e roteirista por trás dessa obra, já conhecida por filmes como Tamara e a Catarina e A Jaula de Ouro, traz em Póstumo seu quarto longa-metragem. A obra transita entre o fantástico, o surrealismo e um drama intimista, oferecendo uma análise profunda da depressão, onde passado e presente se entrelaçam de maneira intensa. A atmosfera claustrofóbica em alguns momentos contrasta com uma sensação inesperada de acolhimento, resultado de uma direção habilidosa que utiliza bem a câmera e um design sonoro criativo, onde sons e silêncios têm papéis fundamentais. Póstumo discute temas como a solidão e a busca por conexão humana, a necessidade de encontrar alguém que compreenda a dor que se vive, além do desejo de reconectar-se com o que foi perdido e encontrar um caminho para a cura.

A narrativa é envolvente, apresentando uma série de reviravoltas que mantêm o espectador em suspense, e é altamente recomendável evitar spoilers para preservar o impacto da história. Os atores, Adrián Ladrón e Diana Sedano, formam um elenco reduzido, quase um 'two-hander', e ambos entregam performances sólidas, com Sedano se destacando pela profundidade de sua interpretação. No entanto, o filme não é isento de falhas; seu ritmo nem sempre é dinâmico, o que pode afastar quem busca uma experiência mais ágil, além de algumas inconsistências no roteiro que não comprometem a essência da obra. Póstumo é uma produção que vai além do entretenimento, incitando reflexões profundas e discussões relevantes, algo que deve ser sempre celebrado.

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Direção e Atmosfera

Na cena de abertura de "Póstumo", somos apresentados a Dolores, uma mulher na faixa dos trinta anos que acorda completamente nua em um apartamento desconhecido. Sem lembranças de como chegou ali, ela se vê sozinha e confusa, em busca de suas roupas ou de algo que a cubra. A chegada do homem que mora naquele espaço desencadeia uma série de perguntas: o que aconteceu? Como eles se encontraram? Apesar de suas tentativas, Dolores acaba presa naquele lugar, e essa situação os levará a um reconhecimento mútuo, revelando aos poucos suas histórias e a razão de estarem juntos.

A diretora e roteirista Lucía Carreras, conhecida por obras como "Tamara e a Catarina" e "A Jaula de Ouro", nos apresenta seu quarto longa-metragem, que mistura elementos do cinema fantástico com um drama introspectivo. A trama mergulha fundo nas complexidades da depressão, entrelaçando passado e presente de maneira envolvente. A habilidade de Carreras em criar uma atmosfera que oscila entre o claustrofóbico e o acolhedor é um dos pontos altos do filme. Isso é complementado por uma direção de fotografia cuidadosa e um design sonoro rico, onde cada som e silêncio desempenham um papel crucial na narrativa.

O roteiro de "Póstumo" aborda questões profundas como a luta contra a depressão e a urgência de conexão humana. Há uma busca por compreensão em alguém que compartilhe da mesma dor e que possa oferecer apoio. A necessidade de se reconectar com suas raízes e encontrar um caminho de redenção e catarse é palpável. A película também flerta com a metaficção, permitindo que a interpretação varie de acordo com a perspectiva do espectador, enquanto explora temas delicados e surpreende com reviravoltas que são melhor apreciadas sem spoilers.

O elenco é enxuto, quase uma peça de dois, onde Adrián Ladrón e Diana Sedano se destacam com atuações consistentes. Sedano, em particular, traz uma profundidade emocional notável ao seu personagem, elevando o filme com sua interpretação mais sutil. Contudo, nem tudo é perfeito: o ritmo de "Póstumo" pode parecer lento em alguns momentos, o que pode afastar espectadores menos engajados, além de algumas inconsistências no roteiro que, ainda assim, não desvirtuam o foco principal da narrativa. Esta é uma obra que vai além do mero entretenimento, provocando reflexões e diálogos, o que merece ser celebrado.

Infelizmente, como é comum para muitos filmes mexicanos que não contam com o apoio de grandes distribuidoras, a visibilidade de "Póstumo" pode ser limitada, mas sua mensagem é poderosa e vale a pena ser compartilhada.

Temas Profundos

Em 'Póstumo', somos apresentados a Dolores, uma mulher de mais de trinta anos que acorda nua em um apartamento desconhecido. Sem lembrar como chegou ali, ela se sente perdida e começa a procurar suas roupas, tentando entender o que aconteceu. A chegada de um homem que mora naquele lugar traz à tona um choque de realidades, pois ele também se mostra surpreso com a sua presença. A partir desse encontro, surgem muitas perguntas: o que levou Dolores a essa situação? Quem são eles e como suas vidas se entrelaçam? Apesar de seus esforços, ela não consegue deixar o apartamento, e essa situação os forçará a se conhecerem de verdade, revelando camadas de suas personalidades e histórias ao longo da trama.

Dirigido e escrito por Lucía Carreras, 'Póstumo' é uma obra que mescla elementos de fantasia e surrealismo com um drama íntimo, oferecendo uma reflexão profunda sobre a depressão. A narrativa transita entre passado e presente, criando uma experiência cinematográfica que pode ser tanto claustrofóbica quanto acolhedora. A direção de Carreras se destaca pela habilidade em construir uma atmosfera envolvente, apoiada por uma cuidadosa cinematografia e um design sonoro que transforma cada som e silêncio em parte essencial da narrativa. Através de um roteiro perspicaz, o filme explora temas como a luta contra a depressão e a busca desesperada por conexão humana, retratando a necessidade de encontrar alguém que compreenda as dores e desafios que cada um enfrenta.

O elenco é enxuto, com apenas dois protagonistas: Adrián Ladrón e Diana Sedano. Ambos entregam performances sólidas, mas Sedano se destaca com uma interpretação mais rica e complexa, trazendo uma profundidade maior ao seu papel. Apesar de suas qualidades, 'Póstumo' enfrenta algumas críticas, como a falta de agilidade em seu ritmo, o que pode afastar espectadores menos pacientes. Além disso, há pequenas falhas no roteiro que, embora não comprometem a essência da obra, podem ser notadas. Mesmo assim, o filme ultrapassa o mero entretenimento e provoca discussões e reflexões, algo que merece ser celebrado.

Infelizmente, a distribuição de filmes mexicanos como 'Póstumo' muitas vezes enfrenta dificuldades, especialmente sem o apoio de grandes redes como Cinépolis. Contudo, a obra se destaca por sua capacidade de tocar em questões universais e emocionais, fazendo com que o público se conecte não apenas com a história, mas também com as emoções que ela evoca.

Elenco e Disponibilidade

A trama de 'Póstumo' começa de maneira intrigante, apresentando Dolores, uma mulher na casa dos trinta que desperta sem nenhuma recordação de como chegou a um apartamento vazio. Sozinha e confusa, ela busca desesperadamente algo para se cobrir, enquanto tenta entender o que está acontecendo ao seu redor. A chegada do homem que vive naquele lugar a obriga a confrontar uma realidade inesperada, já que ele também não esperava encontrá-la ali. O que aconteceu? Como foram parar juntos? Essas perguntas pairam no ar, enquanto Dolores tenta desvendar a situação. Apesar de seus esforços para sair, ela se vê presa naquele ambiente, e esse encontro os levará a (re)conhecer um ao outro, revelando suas histórias e a razão de estarem juntos nessa circunstância peculiar.

Sob a direção de Lucía Carreras, conhecida por obras como 'Tamara e a Catarina', 'Póstumo' se destaca como uma reflexão profunda sobre a depressão, misturando elementos de fantasia com um drama intimista. A cineasta cria uma atmosfera que oscila entre a claustrofobia e uma acolhida surpreendente, utilizando um jogo inteligente de câmeras e um design sonoro que se torna protagonista na narrativa. Os sons e silêncios se entrelaçam para intensificar a experiência emocional, enquanto o roteiro explora a busca por conexão humana e compreensão em meio ao sofrimento. Através de diálogos perspicazes, o filme provoca o espectador a refletir sobre a necessidade de se sentir compreendido, de se reconectar com suas raízes em busca de catarses pessoais. A proposta narrativa é rica e permite variadas interpretações, surpreendendo com reviravoltas que mantêm o público engajado e curioso para descobrir mais.

O elenco é reduzido, praticamente um diálogo entre dois protagonistas: Adrián Ladrón e Diana Sedano. Ambos entregam performances sólidas, mas é Sedano quem brilha com uma atuação mais sutil e profunda, proporcionando uma camada extra ao seu personagem. Apesar de alguns pontos menores, como um ritmo que pode falhar em manter a atenção de todos e algumas inconsistências no roteiro, 'Póstumo' vai além do simples entretenimento. O filme provoca discussões e reflexões, uma qualidade que sempre merece ser celebrada no cinema. Infelizmente, a falta de suporte de grandes distribuidoras pode limitar a visibilidade de obras tão significativas, algo que acontece com frequência no cinema mexicano.

Fonte: https://cinescopia.com

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